**Polícia Civil de Juiz de Fora Identifica Mais Uma Vítima em Esquema de Desvio de Contêineres** A Polícia Civil de Juiz de Fora, em Minas Gerais, identificou uma nova vítima no caso de desvio e revenda de contêineres que envolve uma quadrilha de estelionatários.
Até o momento, mais de 40 contêineres foram encontrados em operações que ainda estão em curso.
As investigações apontam que empresas de São Paulo e Belo Horizonte foram prejudicadas pelo esquema. Segundo informações da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora, três empresas, sendo duas de São Paulo e uma de Belo Horizonte, foram identificadas como vítimas.
Elas atuam como intermediárias no comércio exterior, facilitando a disponibilidade de contêineres para exportação.
O prejuízo estimado para as empresas afetadas é de cerca de R$ 1 milhão, considerando que cada contêiner novo é avaliado em US$ 5 mil. A investigação revelou que 56 contêineres foram desviados das empresas proprietárias.
A polícia conseguiu localizar 22 deles após uma empresa de São Paulo enviar representantes a Juiz de Fora com informações detalhadas sobre os bens extraviados.
A numeração específica dos contêineres foi crucial para a identificação. O G1 contatou as empresas Braga Container, em Matias Barbosa, e Vila Container, em Juiz de Fora, que estão sob investigação, mas ainda aguarda um posicionamento oficial. A polícia também está investigando a possível participação de uma empresa localizada em Campos Elísios, Duque de Caxias, onde os contêineres foram entregues.
Há indícios de que os empresários envolvidos estavam cientes do esquema e contribuíram para a execução do golpe. Em Juiz de Fora, o caso é tratado como receptação culposa, já que há suspeitas de que as empresas locais que adquiriram os contêineres por R$ 8 mil cada, sem apresentar nota fiscal, deveriam ter suspeitado da origem ilícita.
Além das implicações criminais, esses empresários também enfrentarão responsabilidades fiscais perante as receitas Estadual e Federal. Os contêineres recuperados permanecerão nas empresas onde foram localizados, agindo como depositários fiéis, até que sejam devolvidos aos legítimos proprietários.
A investigação continua, com possíveis novas descobertas de contêineres desviados na região.
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