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  • 29 de Junho
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  • por Renato de Matteo Reginatto
"Impulso Verde: Novo Financiamento para Motoboys Pode Revolucionar o Mercado de Motos Elétricas no Brasil?"

### Presidente Lula Anuncia Programa de Crédito para Entregadores Adquirirem Motocicletas Elétricas **Brasília, DF** – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, durante o último final de semana, a criação de uma linha de crédito específica para facilitar a aquisição de motocicletas elétricas por entregadores de aplicativos.

A medida visa impulsionar a adoção de veículos menos poluentes e mais sustentáveis no setor de entregas. "Vou abrir uma linha de crédito para financiar moto elétrica para os entregadores de alimentos neste país", afirmou o presidente, destacando a importância de apoiar não apenas a compra dos veículos, mas também de garantir infraestrutura adequada para os trabalhadores. O anúncio vem em um momento em que o mercado de motocicletas elétricas ainda enfrenta desafios significativos no Brasil.

De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), apenas 4.803 unidades foram emplacadas em 2025, o que representa míseros 0,5% das vendas totais de motocicletas novas no período de janeiro a maio. Especialistas do setor automotivo apontam a ausência de grandes marcas e os altos custos como principais barreiras para uma maior penetração das motos elétricas no mercado nacional.

"As 15 motos elétricas listadas pela Fenabrave não possuem nenhuma representante das duas principais marcas tradicionais, Honda e Yamaha, que juntas possuem mais de 80% da participação do mercado", explica Milad Kalume Neto, consultor automotivo independente. Além disso, o preço e a autonomia limitada das motocicletas elétricas comparadas às suas equivalentes a combustão ainda são fatores que desencorajam muitos consumidores.

Por exemplo, a Watts W160S, que é equipada com um motor de 10.000 watts, custa 17,4% a mais que a Honda CG 160 e oferece uma autonomia de apenas 100 km por carga. Diante desses desafios, algumas empresas optaram por modelos de negócio alternativos, como o aluguel de motocicletas com estações de troca de bateria, para contornar o problema da baixa autonomia e do alto custo inicial.

Empresas como Riba e Vammo já operam com esse sistema em várias cidades brasileiras. O setor também mostra sinais de adaptação e crescimento, com a Shineray e a Watts indicando planos de expansão de suas capacidades produtivas no Brasil.

Segundo Wendel Lazko, da Shineray, a produção na unidade de Suape (PE) deve quadruplicar com investimentos que já estavam planejados antes mesmo do anúncio presidencial. A iniciativa do governo de criar uma linha de crédito específica para entregadores é vista com otimismo pelas empresas do setor, que consideram a medida essencial para impulsionar a adoção das motocicletas elétricas no país.

"Uma linha de crédito específica para profissionais como entregadores e mototaxistas pode ser o impulso necessário para acelerar de forma significativa a adoção das motos elétricas no país", conclui Rodrigo Gomes, diretor comercial da Watts.

Renato de Matteo Reginatto Advogado

DI MATTEO Advocacia é um escritório jurídico comprometido com a excelência, a ética e a análise aprofundada de questões que envolvem a interseção entre o Direito, a economia e a geopolítica.

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