### Presidente do Banco Central Anuncia Nova Carta de Descumprimento da Meta de Inflação **Brasília, DF** – Em um encontro nesta terça-feira (8) com a Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, anunciou que enviará uma nova carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informando sobre o descumprimento da meta de inflação estabelecida pelo governo.
Esta será a segunda vez que Galípolo emite tal alerta, sendo a primeira em janeiro deste ano. Durante o almoço, Galípolo explicou que a decisão foi motivada por diversos fatores econômicos, incluindo a forte atividade econômica, a desvalorização do real e adversidades climáticas que impactaram os preços.
O presidente do BC reiterou o compromisso da instituição em manter a inflação dentro da faixa de tolerância, que varia de 1,5% a 4,5%. O sistema de metas de inflação do Banco Central exige ajustes na taxa básica de juros, a Selic, para controlar a inflação.
Atualmente, a Selic está posicionada em 15%, uma medida que, segundo Galípolo, é necessária para o cumprimento das metas, apesar de reconhecer que tais decisões podem não ser populares. “Eu tenho plena consciência de que ao colocar a taxa de juros em 15% dificilmente eu e meus colegas do Comitê de Política Monetária (Copom) vamos ganhar o Miss Simpatia de 2025, mas eu durmo muito tranquilo sabendo que o que estou fazendo é cumprir e perseguir a meta”, afirmou Galípolo. O presidente do BC enfatizou a importância de manter a inflação sob controle para preservar o valor da moeda nacional e evitar consequências econômicas mais graves.
Ele também mencionou que, de acordo com as regras do sistema de metas, se a inflação permanecer fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, a meta é oficialmente considerada descumprida. Este anúncio ocorre em um contexto em que o mercado imobiliário também reflete pressões inflacionárias, com os preços dos imóveis residenciais subindo acima da inflação no primeiro semestre de 2025. O Banco Central continua a monitorar as expectativas de inflação para os próximos meses, já visando o cenário econômico até meados de 2026, em um esforço para antecipar e mitigar possíveis desvios que possam comprometer a estabilidade econômica do país.
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