**Exportações de Mel Brasileiro Enfrentam Desafios com Novas Tarifas Implantadas por Trump** Em uma movimentação que impacta diretamente o comércio exterior brasileiro, a Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis), com sede em Picos, Piauí, enfrentou dificuldades para exportar 95 toneladas de mel orgânico para os Estados Unidos devido à iminente aplicação de uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo governo Trump.
A medida está prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto. Os contêineres, que deveriam ter sido embarcados na última sexta-feira, foram temporariamente retidos após os compradores americanos expressarem preocupação de que a carga pudesse ser taxada ao chegar nos EUA.
Sitônio Dantas, presidente da Casa Apis, relatou que após negociações intensas e um apelo aos longevos parceiros comerciais, a exportação foi autorizada e ocorreu na noite de domingo, com a carga sendo distribuída em diferentes navios para tentar contornar as datas de vigência da nova tarifa. "Esta é uma relação de mais de 15 anos com nossos clientes, e eles compreenderam a situação, assumindo o risco de receber algumas das remessas sob a nova tarificação", explicou Dantas. Enquanto isso, outro grupo brasileiro, o Grupo Sama, ainda luta para enviar mais de 500 toneladas de mel, com seu CEO, Samuel Araújo, destacando que as negociações continuam para garantir que a entrega ocorra antes da implementação da tarifa. A Casa Apis mantém seus contratos e planeja enviar cerca de mil toneladas adicionais de mel até o final do ano, apesar dos desafios impostos pelas novas tarifas e uma seca severa que já prejudicou a produção futura. Os Estados Unidos são o maior consumidor do mel brasileiro, absorvendo 80% da produção, e em 2024, o Piauí foi o líder brasileiro na exportação de mel para aquele país, mesmo não sendo o maior estado produtor. A situação desafiadora para os exportadores de mel do Brasil permanece incerta, e as cooperativas já começam a avaliar estratégias para lidar com os possíveis impactos prolongados do aumento tarifário.
A esperança, segundo Dantas, é que negociações futuras possam aliviar as condições desfavoráveis impostas pela nova política comercial americana.
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