**Intensificação do Conflito na Faixa de Gaza Resulta em Mais de 50 Mortos em Um Dia** GAZA CITY – Um dia de violência intensa na Faixa de Gaza deixou mais de 50 pessoas mortas neste sábado, incluindo civis e crianças, em meio a tiroteios e ataques aéreos enquanto a população tentava acessar pontos de distribuição de ajuda humanitária. Segundo fontes hospitalares palestinas, pelo menos 31 pessoas foram mortas a tiros quando se dirigiam a um ponto de distribuição de ajuda operado pela Fundação Humanitária de Gaza, uma organização americana apoiada por Israel, próximo a Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha relatou que seu hospital de campanha recebeu o maior número de mortos em mais de um ano, com mais de 100 feridos, a maioria com ferimentos por arma de fogo. Em outro incidente, ataques aéreos israelenses em Deir al-Balah, no centro de Gaza, mataram 13 pessoas, incluindo quatro crianças, de acordo com o Hospital Mártires de Al-Aqsa.
Outras 15 vítimas fatais foram reportadas em Khan Younis, no sul, segundo o Hospital Nasser. As Forças de Defesa de Israel não emitiram comentários imediatos sobre os incidentes.
Enquanto isso, os esforços para um cessar-fogo parecem estagnados após dois dias de reuniões sem avanços significativos entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A situação humanitária em Gaza continua a deteriorar-se drasticamente.
A guerra, que já dura 21 meses, deixou a maior parte dos mais de 2 milhões de habitantes da região dependente de ajuda externa.
Especialistas em segurança alimentar alertam para um risco iminente de fome, exacerbado por restrições israelenses à entrada de ajuda. Testemunhas no local relataram que os tiroteios ocorreram enquanto as vítimas tentavam acessar alimentos.
“Eles atiraram em nós de uma vez”, disse Abdullah al-Haddad, ferido no incidente perto de Rafah, enquanto estava a cerca de 200 metros de um ponto de distribuição. A escalada de violência também foi marcada por protestos em Israel, onde cidadãos exigem um acordo de cessar-fogo.
“A arrogância foi o que trouxe esse desastre sobre nós”, declarou Eli Sharabi, ex-refém, criticando a liderança israelense. Além disso, a violência se estendeu à Cisjordânia ocupada, onde Seifeddin Musalat, um palestino-americano, foi morto por colonos israelenses, segundo o Ministério da Saúde palestino.
O Departamento de Estado dos EUA está ciente do incidente, mas não fez comentários adicionais. A ONU e outras organizações de ajuda continuam a enfrentar desafios para distribuir assistência devido às restrições militares e à desordem pública, que resultaram em saques generalizados.
A situação em Gaza permanece crítica, com a comunidade internacional observando atentamente a evolução dos eventos.
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