**Dalai Lama Prepara Sucessão e Indica Fundação para Escolha do Novo Líder Espiritual** O Dalai Lama, Tenzin Gyatso, que completou 90 anos neste domingo, anunciou que a Fundação Gaden Phodrang, estabelecida por ele em 2011, será responsável por identificar seu sucessor.
A escolha do próximo líder espiritual budista do Tibete envolverá um conjunto de práticas místicas e entrevistas com crianças nascidas após sua morte. O processo de sucessão do Dalai Lama é complexo e carregado de simbolismo espiritual, incluindo orações, visões e sonhos proféticos.
Monges budistas, após a morte do atual Dalai Lama, iniciarão uma busca por sinais místicos que os guiarão até o local de nascimento do próximo líder.
Testes específicos com crianças do sexo masculino, que incluem o reconhecimento de objetos pertencentes ao Dalai Lama anterior, são parte essencial do procedimento. Tenzin Gyatso foi reconhecido como a reencarnação de Thubten Gyatso, o 13º Dalai Lama, aos quatro anos de idade em 1939.
Desde então, ele lidera a comunidade budista tibetana, embora viva em exílio na Índia desde 1959, após a ocupação chinesa do Tibete. A escolha do novo Dalai Lama é também um ponto de tensão geopolítica com a China.
O governo chinês, que considera o Dalai Lama uma figura separatista, instituiu regulamentos que exigem a aprovação estatal para reconhecimento de reencarnações e determinam que estas devem nascer dentro das fronteiras chinesas.
Em contraste, o atual Dalai Lama mencionou em seu livro "A Voz de Uma Nação" que sua reencarnação ocorrerá "no mundo livre", fora do controle chinês. Após ser identificado, o novo Dalai Lama passará por um período de formação espiritual e filosófica em um mosteiro, antes de ser oficialmente entronizado em uma cerimônia que inclui orações, cânticos e oferendas.
Durante a cerimônia, ele receberá um novo nome religioso e será ordenado monge. A situação do Panchen Lama, a segunda figura espiritual mais importante do budismo tibetano, também é controversa.
Gedhun Choekyi Nyima, reconhecido pelo Dalai Lama como o Panchen Lama em 1995, desapareceu pouco após sua nomeação, levando a acusações de sequestro por motivações políticas contra a China. A seleção do próximo Dalai Lama promete ser um evento marcado não apenas por seu significado religioso, mas também por suas implicações políticas e culturais, refletindo a complexa interação entre fé e poder no cenário global.
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