**Título: Wall Street Journal enfrentará ação judicial de Trump por reportagem sobre Epstein** **Subtítulo: O presidente americano exige US$ 10 bilhões em danos, alegando difamação em uma publicação que o vincula a Jeffrey Epstein.** **Data: 18 de setembro – Nova York** O Wall Street Journal anunciou que irá se defender "vigorosamente" de um processo por difamação movido pelo presidente Donald Trump, decorrente de uma reportagem que sugere uma associação entre Trump e o financista Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais.
A ação judicial, revelada nesta sexta-feira, busca uma indenização de pelo menos US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 55,8 bilhões), valor estimado por danos financeiros e à reputação. A controvérsia começou com a publicação de uma reportagem pelo jornal, na qual foi mencionado que Trump teria enviado uma carta a Epstein em 2003.
O documento incluiria um desenho de uma mulher nua e uma mensagem enigmática.
De acordo com o WSJ, a carta fazia parte de um álbum comemorativo organizado por Ghislaine Maxwell, então parceira de Epstein, e foi posteriormente obtida por investigadores do Departamento de Justiça. O jornal descreveu a carta como tendo uma mensagem datilografada dentro da silhueta de uma mulher nua, assinada “Donald” e concluindo com: “Feliz aniversário — e que cada dia seja mais um maravilhoso segredo.” A reportagem também apresentava um suposto diálogo fictício entre Trump e Epstein, intensificando as insinuações de uma relação próxima entre eles. Em resposta, Trump negou veementemente as alegações, declarando ao WSJ: “Nunca pintei um quadro na minha vida.
Não desenho mulheres.
Não é a minha linguagem.
Não são as minhas palavras.” Ele também criticou Rupert Murdoch, proprietário do conglomerado de mídia ao qual o jornal pertence, em uma publicação na plataforma Truth Social, chamando o WSJ de “monte de lixo” e expressando entusiasmo pela possibilidade de ver Murdoch testemunhar em tribunal. O processo ocorre em um momento de pressão crescente por transparência nos documentos relacionados ao caso Epstein.
Na véspera do processo, Trump ordenou que a Procuradoria-Geral dos EUA solicitasse a liberação de depoimentos ao grande júri, embora o Departamento de Justiça tenha informado que os arquivos revisados não contêm uma lista de clientes de Epstein, frustrando expectativas de revelações significativas. A relação entre Trump e Epstein, que inclui registros de voos e fotos públicas dos anos 1990, tem sido um ponto de tensão, especialmente durante a campanha eleitoral de 2024, onde Trump prometeu divulgar nomes envolvidos no suposto esquema de exploração sexual liderado por Epstein. **Leia também:** - Governo Trump demite, sem motivo, promotora federal que investigava crimes sexuais de empresários. - 'Lista de Epstein', antes e depois: veja como Trump mudou discurso sobre teoria sexual, de 'interessante' a 'farsa'.
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