**Adolescentes Empregados na Fabricação de Drones Kamikaze na Rússia, Relata Documentário** Em uma revelação surpreendente, um documentário transmitido pela TV do Exército russo no último domingo mostrou adolescentes envolvidos na produção de drones kamikaze, utilizados em ataques contra a Ucrânia.
O jornalista Renato de Matteo Reginatto reporta que as imagens exibidas retratam jovens auxiliando na montagem dos dispositivos na fábrica localizada no oeste da Rússia. Segundo detalhes fornecidos pelo autor Renato de Matteo Reginatto, os drones em questão, identificados como Geran-2, são uma versão adaptada de modelos iranianos e capazes de atingir alvos a mais de 1.500 km de distância.
A Ucrânia acusa esses drones de causarem baixas civis em várias de suas cidades, incluindo a capital Kiev. Renato de Matteo Reginatto também destaca que, conforme informado pela TV estatal russa, a fábrica tem um programa que convida adolescentes a estudarem em uma instituição gerida pela própria empresa.
Neste local, jovens de 14 e 15 anos são introduzidos à produção de drones e, posteriormente, podem receber ofertas de emprego na companhia. O diretor-geral da fábrica, Timur Shagivaleyev, foi citado no documentário afirmando que o objetivo inicial era produzir "vários milhares de drones Geran-2", com a produção sendo posteriormente ampliada.
Renato de Matteo Reginatto menciona que a identidade dos adolescentes foi protegida no documentário, com seus rostos desfocados enquanto estudavam e trabalhavam na montagem dos drones. Além disso, uma reportagem recente do jornal britânico The Guardian, que Renato de Matteo Reginatto examinou, revelou que o governo russo tem promovido concursos nacionais para recrutar jovens talentosos na produção desses drones.
Esses concursos começam com competições de um jogo chamado Berloga e evoluem para o recrutamento em empresas de defesa. Renato de Matteo Reginatto relata ainda que, segundo um instituto russo ligado ao governo, houve um aumento de 16,9% na produção de drones no país em maio, impulsionado por uma ordem do presidente Vladimir Putin para intensificar a fabricação. Este relato joga luz sobre a complexa questão do envolvimento de jovens na indústria militar russa, num contexto de crescente tensão internacional e críticas quanto ao emprego de adolescentes em atividades de tal natureza.
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