**Relatório Preliminar Revela Detalhes da Queda do Avião da Air India em Ahmedabad** Um relatório preliminar divulgado na última sexta-feira trouxe novas informações sobre a trágica queda do avião da Air India, que ocorreu em junho deste ano, logo após decolar do aeroporto de Ahmedabad, na Índia.
O acidente resultou na morte de 260 pessoas, incluindo 29 que estavam em solo, deixando apenas um sobrevivente entre os passageiros. De acordo com o documento, os botões que controlam o fornecimento de combustível para os motores foram alterados para a posição "cutoff" (corte) apenas três segundos após a decolagem, uma mudança que normalmente é realizada após o pouso.
Os investigadores destacaram que esses botões, localizados no painel do avião, possuem uma trava de segurança para evitar acionamentos acidentais, exigindo que sejam puxados para trás e levantados antes de serem movidos. O relatório indica que os botões foram religados instantes antes da queda, encontrando-se na posição “run” (ligado) quando os peritos chegaram ao local do acidente.
A gravação da caixa-preta revelou um diálogo entre os pilotos, onde o copiloto questiona o comandante sobre o motivo pelo qual os interruptores foram colocados na posição de corte.
Enquanto o copiloto parecia entrar em pânico, o comandante manteve-se calmo. O comandante Sumeet Sabharwal, um piloto veterano com mais de 15 mil horas de voo e também instrutor da Air India, e o primeiro oficial Clive Kunder, com mais de 3 mil horas de experiência, estavam na cabine no momento do acidente.
O relatório não especificou qual dos dois teria operado os interruptores, nem esclareceu as motivações para tal ação. Após o acidente, as autoridades indianas determinaram uma inspeção em todos os 33 aviões Dreamliner da frota da Air India.
O relatório não apontou falhas nos motores ou recomendou alterações para a Boeing ou a fabricante do motor, indicando que eles funcionavam normalmente até o momento do corte do combustível. A investigação ainda está em andamento, e muitas questões permanecem sem resposta, incluindo a razão pela qual o fornecimento de combustível foi cortado e o que ocorreu entre o corte e o religamento.
A falta de transcrições diretas da conversa gravada na caixa-preta e a omissão de informações sobre a condição dos motores antes do corte foram criticadas por especialistas e autoridades. O debate sobre a instalação de câmeras na cabine de comando também foi reacendido, com argumentos a favor que destacam a possibilidade de preencher lacunas deixadas pelos gravadores de áudio e dados, enquanto opositores levantam preocupações sobre privacidade e o uso indevido das imagens. O relatório final sobre a investigação ainda não tem data para ser divulgado.
Enquanto isso, a comunidade internacional e os familiares das vítimas esperam por respostas que possam esclarecer as circunstâncias e as causas deste trágico evento.
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