**Israel Propõe Criação de "Cidade Humanitária" em Gaza e Busca Países para Reassentamento de Palestinos** Em uma revelação que tem gerado controvérsias, o Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou planos para a construção de uma "cidade humanitária" no sul de Gaza, destinada inicialmente a abrigar 600 mil palestinos nas ruínas de Rafah.
O projeto, segundo Katz, visa proteger a população do domínio do Hamas, mas impõe restrições severas, como a proibição de saída dos residentes, a menos que optem por emigrar permanentemente. A notícia foi divulgada durante a terceira visita do ano do Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, à Casa Branca, onde se encontrou com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Netanyahu entregou a Trump uma carta endereçada ao Comitê Nobel, indicando-o para o Prêmio Nobel da Paz, destacando o apoio americano às iniciativas israelenses. Durante o encontro, que também serviu para discutir o futuro de Gaza, Netanyahu e Trump expressaram uma visão comum de um enclave sem palestinos, que seriam reassentados em países vizinhos.
Netanyahu descreveu a transferência em massa da população como baseada na "livre escolha", um conceito que ele atribuiu a uma ideia "brilhante" de Trump. O plano de reassentamento, no entanto, enfrenta resistência significativa.
Líderes de países árabes já expressaram desaprovação à ideia, e especialistas em direitos humanos criticam o projeto como uma forma de limpeza étnica.
Além disso, a proposta de Katz de deixar a administração da "cidade humanitária" a cargo de organizações internacionais encontra obstáculos, pois poucas entidades respeitadas estariam dispostas a colaborar em um projeto que implica no deslocamento forçado de uma população inteira. A implementação do plano também revela divisões dentro do próprio governo de Israel.
Eyal Zamir, comandante das Forças Armadas de Israel, indicou que não considera a mobilização da população de Gaza como parte de suas funções.
A estratégia do governo também é vista com ceticismo por partes da coalizão governista, que preferem a instalação de assentamentos de colonos no enclave. Enquanto isso, as negociações por um cessar-fogo entre Israel e o Hamas continuam estagnadas, e a região permanece em um estado de tensão e incerteza.
A comunidade internacional observa com preocupação os desenvolvimentos futuros, que podem definir o destino de milhões de palestinos em Gaza.
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