### Defesa de Bolsonaro Afirma que Ex-Presidente Não Violou Restrições de Uso de Redes Sociais BRASÍLIA — Em resposta a uma intimação do Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou que ele tenha descumprido as medidas cautelares impostas, que incluem a proibição de uso de redes sociais.
Os advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno entregaram a manifestação nesta terça-feira (22), após o ministro Alexandre de Moraes solicitar esclarecimentos sobre um vídeo de Bolsonaro que circulou nas redes sociais. No vídeo em questão, Bolsonaro aparece durante uma visita à Câmara dos Deputados na segunda-feira (21), onde exibiu uma tornozeleira eletrônica e fez declarações políticas.
Segundo a defesa, o ex-presidente não realizou postagens em suas redes sociais, não acessou as plataformas e não solicitou que terceiros postassem em seu nome. Os advogados argumentam que Bolsonaro apenas concedeu uma entrevista e que não tem controle sobre a veiculação do conteúdo por terceiros, responsabilidade que atribuem à imprensa.
Eles solicitam que o STF esclareça o alcance da proibição, especialmente no que diz respeito à concessão de entrevistas que podem ser transmitidas ou transcritas em redes sociais. Desde 17 de julho, por decisão de Moraes, Bolsonaro está submetido a várias medidas cautelares dentro de um inquérito que investiga ações de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), contra instituições brasileiras nos Estados Unidos.
As restrições incluem o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar em determinados períodos e a proibição de contato com réus e autoridades estrangeiras, além do uso de redes sociais. A defesa enfatiza que Bolsonaro suspendeu o uso de suas redes sociais e ordenou que terceiros também evitassem qualquer acesso.
Eles pedem uma revisão das condições impostas para evitar "equívocos" e garantir que os termos da proibição sejam claramente entendidos.
Até que haja um esclarecimento, Bolsonaro se absterá de fazer declarações, conforme informado pelos seus advogados. O ministro Moraes já havia advertido que o descumprimento das medidas cautelares poderia resultar em prisão preventiva do ex-presidente.
A situação segue em análise no Supremo Tribunal Federal.
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