**Depoimentos Marcados em Investigação de Tentativa de Golpe de Estado** A Polícia Federal agendou para a próxima terça-feira, 1º de agosto, uma série de depoimentos cruciais em uma investigação que apura a possível obstrução de investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado.
Entre os convocados estão Fábio Wajngarten, ex-assessor e ex-advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, e Paulo Cunha Bueno, atual advogado do ex-presidente. Os depoimentos foram ordenados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluem também Marcelo Câmara, réu acusado de participar da trama golpista, e seu advogado, Eduardo Kuntz.
Enquanto Wajngarten, Bueno e Kuntz serão ouvidos em São Paulo, Câmara prestará seu depoimento em Brasília, onde se encontra detido. A decisão de Moraes veio após a entrega, pela Polícia Federal ao STF, de informações extraídas de um celular pertencente a uma das filhas de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.
A análise revelou tentativas de contato por parte de Kuntz e outros advogados ligados a Bolsonaro, inclusive Wajngarten, com a família de Cid e com o próprio Mauro Cid. Além disso, Paulo Cunha Bueno é citado no relatório da PF por tentar estabelecer contato com a mãe do delator, Agnes Barbosa Cid, durante eventos na Hípica de São Paulo.
Segundo a polícia, houve uma clara tentativa de influenciar a defesa de Mauro Cid. Recentemente, Kuntz enviou ao STF conversas que manteve com Mauro Cid através de um perfil no Instagram, buscando anular o acordo de delação de Cid, alegando falta de voluntariedade do delator.
Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, Kuntz afirmou que foi procurado por Cid e que sua intenção era realizar uma investigação defensiva para seu cliente, Marcelo Câmara. A investigação segue em andamento, com indícios apontados por Moraes de que Câmara e Kuntz tentaram obstruir as investigações.
A prisão de Câmara foi justificada pelo ministro devido à violação de uma medida cautelar que o proibia de manter contatos com outros investigados, inclusive através de intermediários.
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