**Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro depõe sobre tentativa de obstrução em investigação de golpe de Estado** Brasília, 25 de maio – Em depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, relatou suspeitas de que advogados ligados a réus acusados de planejar um golpe de Estado tentaram interferir nas investigações.
O inquérito, supervisionado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), busca esclarecer se houve tentativas de obstrução da justiça por parte dos defensores. Durante o interrogatório, Cid afirmou que advogados, incluindo os que representam Bolsonaro, procuraram obter informações sobre delações premiadas por meio de contatos com seus familiares.
Segundo o tenente-coronel, houve tentativas de aproximação com suas filhas, esposa e mãe, com o objetivo de acessar detalhes confidenciais das investigações. O militar também mencionou que foi gravado sem seu consentimento, e que os áudios capturados foram editados e utilizados de maneira indevida.
Além disso, ele negou a criação de um perfil em redes sociais que teria sido usado para discutir o acordo de delação, atribuindo a existência do perfil a um vazamento. Mauro Cid destacou que, em maio de 2023, recebeu visitas na prisão de advogados como Fábio Wajngarten e Eduardo Kuntz, este último defensor de Marcelo Câmara, outro envolvido no caso.
Ele relatou ainda encontros casuais em eventos esportivos, que agora acredita não terem sido coincidências. O depoimento de Cid é parte de uma série de investigações que buscam determinar a extensão das tentativas de manter Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições de 2022.
A Polícia Federal, por ordem de Moraes, continuará a ouvir outros envolvidos, incluindo advogados do ex-presidente, para aprofundar as investigações sobre a suposta obstrução. Este caso adiciona mais um capítulo às turbulências políticas recentes no Brasil, refletindo a tensão ainda presente no cenário político nacional após a transição de governo.
As autoridades seguem vigilantes para assegurar a integridade do processo democrático e judicial do país.
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