**Título: STF prossegue com análise de denúncia contra Paulo Figueiredo Filho por envolvimento em trama golpista** **Subtítulo: Ministro Alexandre de Moraes rejeita pedido de suspensão do processo e determina que Defensoria Pública apresente defesa do empresário.** **Brasília** – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a continuação da análise da acusação contra o empresário Paulo Figueiredo Filho, implicado em suposta tentativa de golpe de Estado.
A decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Figueiredo por crimes como organização criminosa e tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito. Paulo Figueiredo Filho, neto do último presidente do Brasil durante a ditadura militar, general João Figueiredo, e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, é o único entre os 34 denunciados que não teve sua acusação previamente analisada pela Primeira Turma do STF.
O empresário reside fora do país, fato que dificultou sua notificação pessoal. Em resposta a um pedido da PGR, o ministro Moraes autorizou em 26 de fevereiro a notificação de Figueiredo por edital, com prazo de 15 dias.
A falta de resposta do empresário levou à intimação da Defensoria Pública da União (DPU) em 24 de março, para que representasse o acusado.
A DPU solicitou a suspensão do processo, mas o pedido foi negado por Moraes na última sexta-feira, reafirmando a legalidade da citação por edital e considerando o empresário devidamente "notificado". A decisão mais recente de Moraes, divulgada nesta segunda-feira, sublinha que Paulo Figueiredo Filho "tem pleno conhecimento da acusação", citando um vídeo publicado pelo empresário no YouTube, onde ele expressa seu desejo de ser interrogado.
"O réu manifestou, inclusive, que é 'louco para ser interrogado' acerca dos fatos que lhe são imputados", registrou o ministro. Caso a Primeira Turma do STF aceite a denúncia após a apresentação da defesa pela DPU, Paulo Figueiredo Filho se tornará réu e enfrentará um processo penal no Supremo. A acusação posiciona Figueiredo como parte de um "núcleo de desinformação", atuando contra instituições democráticas e adversários políticos.
Moraes concluiu que, dado o conhecimento evidente do acusado sobre as acusações e sua localização em país estrangeiro com endereço desconhecido, a notificação por outros meios se torna inviável.
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