**Alerta no Brasil: Canetas Emagrecedoras Falsificadas Vendidas Ilegalmente Causam Internações na UTI** As canetas emagrecedoras, inicialmente desenvolvidas para o tratamento de diabetes, agora são objeto de preocupação entre os profissionais de saúde devido à circulação de versões falsificadas provenientes do Paraguai.
Esses produtos, que não passam por controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), têm sido comercializados ilegalmente no Brasil através de redes sociais e grupos de mensagens, conforme revelou uma reportagem do Jornal Nacional. A endocrinologista Cynthia Valerio alertou em entrevista ao programa Bem Estar sobre os riscos associados ao uso desses produtos piratas.
"Há pacientes internados em estado grave no CTI devido à utilização dessas canetas falsificadas.
As pessoas não têm conhecimento sobre a composição do que estão injetando em seus corpos, o que representa um sério risco à saúde", explicou a médica. Os medicamentos legítimos, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, são aprovados pela Anvisa e atuam como análogos do hormônio GLP-1, reduzindo o apetite.
No entanto, as versões falsificadas podem conter substâncias não regulamentadas ou contaminadas, aumentando o risco de efeitos colaterais graves, que podem afetar órgãos vitais como rins, fígado e coração, conforme destacou a endocrinologista Cintia Cercato. Além dos perigos associados à composição duvidosa dos produtos, a falta de acompanhamento médico adequado eleva ainda mais os riscos para os usuários.
Os efeitos colaterais relatados incluem náuseas, desidratação, perda excessiva de peso, e perda de massa magra e óssea, podendo resultar em complicações sérias e internações. As canetas são contraindicadas para indivíduos sem diagnóstico de obesidade ou diabetes, além de pessoas com alergia a componentes do medicamento, histórico de pancreatite, câncer de tireoide, gestantes e lactantes. A reportagem também identificou uma vendedora que se autodenomina "a rainha do Lipoless" e oferece os produtos sem necessidade de prescrição médica, chegando a realizar consultas não autorizadas e prescrever dosagens sem qualquer avaliação clínica prévia.
O Conselho Federal de Medicina confirmou que não há registros de uma endocrinologista com os nomes fornecidos pela vendedora. Diante deste cenário alarmante, as autoridades sanitárias e médicas reforçam a importância de adquirir medicamentos apenas por meios legais e sob orientação de profissionais qualificados, visando garantir a segurança e eficácia no tratamento e na promoção da saúde.
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