**Nova Técnica de Alongamento Ósseo Chega ao Brasil com Promessa de Melhor Qualidade de Vida** Uma inovadora técnica de alongamento ósseo, que utiliza uma haste intramedular eletrônica, foi recentemente aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2024 e já está sendo aplicada em pacientes no Brasil.
O novo método, desenvolvido na Europa, promete melhorar significativamente a qualidade de vida e a estética de pessoas com deformidades nas pernas ou condições congênitas, como nanismo. A pedagoga Riane Freitas, residente em Belém (PA), é uma das beneficiadas pela técnica.
Após enfrentar 17 cirurgias sem sucesso, incluindo o uso de um método tradicional que envolve uma estrutura externa conhecida como "gaiola", Riane encontrou uma nova esperança no tratamento realizado em Campinas (SP).
"É a conclusão de todo um processo de vida, lutando para que essa minha perna ficasse do mesmo tamanho da outra", expressou Riane, que tem enfrentado desafios desde os 3 anos de idade devido a três tumores ósseos que desencadearam a situação. O procedimento consiste na inserção de uma haste dentro do osso, seja na tíbia ou no fêmur, através de uma pequena incisão.
Esta haste é capaz de ser estendida eletronicamente, permitindo o crescimento ósseo de até 8 centímetros ao longo de um ano.
O controle é feito pelo próprio paciente, que ativa o dispositivo para estender a haste milimetricamente cada dia. De acordo com o ortopedista e traumatologista Everson de Oliveira Giriboni, que conduziu a cirurgia de Riane, o método é menos doloroso e mais preciso em comparação ao uso da "gaiola".
"Você pode alongar até 2 milímetros por dia", explicou o médico, destacando a modernidade e eficiência do sistema. Apesar dos benefícios, o custo do procedimento ainda é uma barreira, podendo ultrapassar R$ 150 mil por membro.
Contudo, Riane conseguiu realizar o procedimento através de seu plano de saúde, após a aprovação oficial pela Anvisa. A técnica é indicada principalmente para pacientes com crescimento ósseo já encerrado e pode ser considerada para alongamentos moderados de até 5 ou 6 centímetros.
O ortopedista José Luís Zabeu, especialista em cirurgias de quadril e joelho, ressalta que, apesar das vantagens, o método pode não ser apropriado para todos os casos, especialmente em ossos ainda em fase de crescimento. O alongamento ósseo intramedular representa uma esperança para muitos que sofrem com desigualdades no comprimento das pernas e outras deformidades ósseas, oferecendo uma alternativa menos invasiva e dolorosa em comparação aos métodos tradicionais.
Com a aprovação da Anvisa e os primeiros casos de sucesso, espera-se uma maior adoção dessa técnica no futuro, embora o alto custo ainda seja um desafio significativo no Brasil.
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