**Mulheres ao redor do mundo relatam dificuldades e atrasos no diagnóstico de líquen escleroso vulvar** Mulheres de diversas partes do mundo têm compartilhado experiências dolorosas relacionadas ao diagnóstico tardio de líquen escleroso vulvar, uma condição pouco conhecida que afeta a vulva.
Clare Baumhauer, uma inglesa de 52 anos, viveu com os sintomas desde os cinco anos de idade, mas só foi diagnosticada aos 43 anos. "Eu achava que todas as mulheres sentiam coceira", disse Clare.
Durante anos, ela enfrentou sintomas severos como coceira constante, dor, bolhas de sangue e fissuras, que dificultavam suas atividades diárias como sentar ou caminhar.
Apesar de numerosas consultas médicas, os sintomas foram frequentemente atribuídos a cistite ou candidíase, sem sucesso nos tratamentos. O diagnóstico correto veio apenas após uma lesão na pele ser biopsiada em 2016, revelando líquen escleroso vulvar.
Esta condição dermatológica pode causar placas brancas, cicatrizes e alterações anatômicas na vulva, aumentando inclusive o risco de câncer vulvar, embora este risco permaneça geralmente baixo. A história de Clare não é um caso isolado.
Meenakshi Choksi, de 85 anos, do estado de Gujarat, na Índia, também sofreu durante 24 anos antes de receber um diagnóstico correto.
"Eu tinha vergonha de falar sobre isso", disse Meenakshi, que só encontrou alívio após um dermatologista identificar corretamente a doença e prescrever um tratamento eficaz. A falta de conhecimento médico sobre o líquen escleroso vulvar é uma preocupação global.
Um estudo recente da Universidade de Nottingham, liderado pela Dra.
Louise Clarke, indicou que muitos médicos têm dificuldade em identificar a condição devido à falta de critérios diagnósticos claros e ao tabu em discutir problemas vulvares. Debbie Roepe, diretora da International Society for the Study of Vulvovaginal Disease (ISSVD), enfatiza a necessidade de maior conscientização e educação sobre a condição.
"A conscientização melhorou nos últimos anos, mas ainda há muito a ser feito", afirmou. Clare Baumhauer agora administra um grupo de apoio online com cerca de 13 mil membros, oferecendo um espaço para mulheres compartilharem suas experiências e obterem suporte.
"Não falamos abertamente sobre sexo, nem sobre a vulva ou a vagina.
Não há conscientização suficiente sobre isso", lamenta Clare. Essas histórias ressaltam a importância de uma maior conscientização e educação tanto entre o público quanto entre profissionais da saúde, para garantir diagnósticos mais rápidos e tratamentos eficazes para o líquen escleroso vulvar.
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