### Novo Estudo da UERJ Indica Potencial Analgésico do Canabigerol (CBG) Sem Efeitos Colaterais na Locomoção **RIO DE JANEIRO** – Um composto menos conhecido da cannabis, o canabigerol (CBG), está demonstrando propriedades promissoras no tratamento de diferentes tipos de dor, sem afetar a atividade locomotora.
É o que revela uma pesquisa recente conduzida pelo Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (IBRAG), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os pesquisadores testaram o efeito do CBG em modelos de dor aguda e crônica em roedores, observando uma redução significativa da dor sem comprometer a mobilidade dos animais.
O estudo, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), foi publicado em uma revista científica de renome. ### CBG: Um Canabinoide com Potencial Terapêutico Diferente do THC, o canabigerol não é psicoativo e não provoca sensações de euforia, sendo considerado seguro e com potencial para uso medicinal amplo.
"Os fitocanabinoides como o CBG interagem com o sistema endocanabinoide do corpo, que regula funções vitais incluindo a percepção da dor", explica o líder do estudo, Guilherme Carneiro Montes.
"Nosso estudo é pioneiro em mostrar os efeitos analgésicos do CBG sem os efeitos colaterais comuns aos opioides, como a dependência e a sedação." ### Resultados Promissores em Modelos de Dor O estudo utilizou três modelos de dor em roedores, incluindo dor induzida por calor e dor inflamatória.
Em todos os casos, o CBG foi administrado oralmente e mostrou reduzir a sensibilidade à dor.
Importante destacar, o teste de campo aberto confirmou que os animais mantiveram a atividade locomotora normal após o tratamento com CBG. ### Implicações Futuras e Regulamentação Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores enfatizam a necessidade de estudos clínicos em humanos para explorar a eficácia e segurança do CBG em tratamentos de dor.
"É crucial que futuras políticas de regulamentação de produtos à base de cannabis sejam baseadas em evidências científicas robustas", afirma Montes. A pesquisa também destacou diferenças na resposta ao CBG entre sexos, sugerindo que hormônios como o estrogênio podem influenciar a eficácia do tratamento, um aspecto que requer investigação adicional. Este estudo contribui significativamente para o entendimento do potencial medicinal dos canabinoides e abre caminho para novas abordagens terapêuticas para o manejo da dor, um desafio persistente na medicina moderna.
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