• MUNDO
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • TECNOLOGIA
What are you looking for?
  • 12 de Julho
  • TECNOLOGIA
  • por Renato de Matteo Reginatto
"Reconhecimento Facial em Condomínios: É Legal? Entenda Seus Direitos e Obrigações"

### Cresce o Uso de Reconhecimento Facial em Condomínios no Brasil sem Regulamentação Adequada O emprego de tecnologias de reconhecimento facial em condomínios residenciais está aumentando em todo o Brasil, porém, a falta de regulamentação específica sobre a gestão e proteção desses dados sensíveis gera preocupações.

De acordo com informações do portal g1, não existem normas claras sobre como essas informações são armazenadas, utilizadas ou deletadas após o término de sua necessidade. ### Direitos e Riscos para os Moradores A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece que o consentimento para a coleta de dados sensíveis, como imagens faciais, deve ser livre, informado e opcional.

No entanto, na prática, muitos condomínios não oferecem alternativas de acesso, forçando os moradores a adotarem o sistema de reconhecimento facial sem oferecer opções como chaves ou cartões. Os especialistas alertam para os principais riscos associados ao uso dessa tecnologia, que incluem o vazamento de dados.

Diferentemente de senhas, que podem ser alteradas, o rosto é permanente e, se exposto, pode permitir que criminosos cometam fraudes diversas, desde a abertura de contas bancárias até autorizações de empréstimos consignados. ### Como Proceder em Caso de Vazamento ou para Excluir Dados Em situações onde o morador deseja ter seus dados biométricos excluídos, recomenda-se que a solicitação seja feita formalmente ao síndico ou à empresa responsável, preferencialmente por escrito.

Caso suspeite que seus dados foram vazados, o primeiro passo é buscar esclarecimentos com o síndico ou com a empresa responsável e, se necessário, registrar uma denúncia junto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). ### Responsabilidades dos Condomínios Os condomínios devem assegurar que a empresa contratada para operar o sistema de reconhecimento facial tenha uma política de proteção de dados robusta, incluindo protocolos para exclusão segura dos dados e controle do tempo de armazenamento, que não deve ser inferior a um ano, conforme orientação do Sindicato dos Condomínios do Estado de São Paulo (Sindicond). ### Fiscalização e Consentimento Atualmente, a ANPD não realiza fiscalizações diretas em empresas que operam sistemas de reconhecimento facial em condomínios, o que significa que muitas atuam sem supervisão adequada.

Quanto ao consentimento para a coleta de dados biométricos, ele deve ser explícito, claro e para uma finalidade específica, conforme determina a LGPD. A expansão do uso de tecnologias de reconhecimento facial em ambientes residenciais levanta importantes questões sobre privacidade e segurança de dados, exigindo uma atenção maior para a regulamentação e fiscalização efetiva para proteger os direitos dos cidadãos.

Renato de Matteo Reginatto Advogado

DI MATTEO Advocacia é um escritório jurídico comprometido com a excelência, a ética e a análise aprofundada de questões que envolvem a interseção entre o Direito, a economia e a geopolítica.

Sobre o Autor
Are you ready to work with us? Start a project
Company
  • About company
  • Our services
  • Job opportunities
  • Contact us
Customer
  • Client support
  • Pricing packages
  • Company story
  • Latest news
Services
  • Brand experience
  • E-commerce website
  • Content writing
  • Marketing strategy
Subscribe to newsletter

© Copyright 2021 Litho